Birras - como reagir?
Transforme a birra numa prova de amor e faça o seu filho dar mais um passo em frente para a idade adulta.
A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes, mas nesta fase as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.
A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da 'afirmação do eu' faz parte do crescimento normal da criança, da conquista de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É, por isso, um claro sinal de crescimento. E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afetivas de que ela necessita, com a necessária firmeza.
Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até o fim. Se decidir enfrentar a birra, terá que agir com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, muito pelo contrário. Alie a firmeza à suavidade.
Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer 'não', deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não precisa ser um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do 'não': 'não, porque pode magoar alguém ou estragar o brinquedo...' Expresse empatia e mostre-lhe que compreende perfeitamente o que ela está sentindo: 'Quando eu era pequena, minha avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que comer muito doce pode causar dor de barriga, e a mamãe gosta muito de você e não quer que você tenha dor na barriga.' Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ele não se alterará. Após a birra, felicite a criança por ter se comportado bem.
Se mesmo assim não der resultado, ignore-a por alguns minutos e continue sua rotina. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível - se, por exemplo, o fizer na via pública, poderá mesmo tornar-se perigoso. Neste caso, será preferível conduzi-la pela mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e mantidas até ao fim.
No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-a para o quarto pela mão e conte-lhe uma história. As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize demais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo na hora. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas evite cair em tentação.
A birra também vai permitir que a criança lide melhor com os seus sentimentos e saber se controlar. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com os outros e para uma boa integração na sociedade. As regras são fundamentais.
Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.
Susana Nunes, interna complementar de Pediatria.
Serviço de Pediatria do Hospital de Braga | 2009-10-21
"A semana de adaptação de Manuela no Maternal I foi uma experiência intensa ...Mas nada é comparável à alegria de buscá-la no fim da aula e vê-la sorrindo e cheia de histórias para contar. "
Patrícia e João abraço,pais da aluna Manuela
""Minha filha estuda na EUF-Escola Ursinho Feliz desde 1 ano e 5 meses, começou um bebê e está uma moça."
Luzilene de Sousa -mãe da aluna Letícia Orrane
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